Cirurgia plástica: quem não pensa?



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Cirurgia plástica é algo que anda sempre no radar de muita gente, especialmente no nosso, mulheres. Veja abaixo algumas fotos de "antes" e "depois", autoexplicativas, nesta entrevista com o Dr. Luiz Renaux, cirurgião (mágico!) plástico carioca, de cujos dados pessoais e profissionais você pode ficar sabendo ao clicar aqui



UAU - O Rio de Janeiro é pródigo em cirurgiões plásticos renomados e, pode-se dizer, tem tradição nesta "arte". Será uma consequência do culto ao corpo que a praia impinge?

LR: Eu diria que todos os grandes centros brasileiros são pródigos em cirurgiões plásticos. O Rio de Janeiro e São Paulo foram os principais precursores da cirurgia plástica devido à duas grandes escolas lideradas pelo Prof. Ivo Pitanguy no Rio de Janeiro e Prof. Victor Spina em São Paulo. O fato de contarmos com um extenso litoral somado à beleza da mulher brasileira faz com que a nossa sociedade incentive o culto ao corpo. Neste contexto o cirurgião plástico brasileiro se viu obrigado a se superar nesta arte, especializando-se mais para atender a uma clientela exigente.


UAU  -  Quantos anos de estudo vc fez e o que vc diria para quem tem intenção de estudar medicina/cirurgia plástica?

LR: Cursei seis anos de graduação em medicina, com dois anos de residência médica em cirurgia geral e mais três anos de especialização em cirurgia plástica, totalizando onze anos de formação. No meu caso em particular tive a oportunidade de me especializar por mais três anos na Europa e nos Estados Unidos, o que muito contribuiu para a minha formação profissional e também pessoal. Para os jovens que se interessam pela especialidade, acho fundamental a dedicação aos estudos, a atenção às constantes inovações tecnológicas, mantendo sempre o foco no principal objetivo da medicina: o bem estar do ser humano.


UAU - Aplicação de botox e preenchimentos: são feitos, às vezes, em clínicas de beleza por profissionais que não são médicos. Vc concorda com isto?

LR: Não concordo, pois estes procedimentos só podem ser realizados por médicos especialistas em cirurgia plástica e dermatologia.


UAU - Qual a idade ideal para uma preocupação com cirurgia plástica embelezadora no rosto?

LR: A cirurgia de rejuvenescimento da face se dá em média a partir dos quarenta e cinco anos. É certo que cada caso deve ser analisado com critério e de acordo com as necessidades e características de cada paciente. É importante que os clientes manifestem vontade incontestável de melhorar a sua aparência, pois o diagnóstico da necessidade de cirurgia será dado por eles.

 




UAU - Vc também faz cirurgias em queimados?

LR: Sim, trabalho em um grande centro de tratamento de queimados há mais de vinte anos, onde atendo vítimas desses terríveis acidentes.


UAU - A cirurgia plástica embelezadora (que é nosso enfoque nesta entrevista), do que me lembro, começou com correção de nariz. Hoje, o enfoque está em quê?

LR: Na realidade a cirurgia plástica estética se funde com a cirurgia reparadora, pois ambas caminham para o mesmo objetivo, que é a busca da normalidade física, amenizando alguns traços desgraciosos no corpo humano. Na Índia antiga as mulheres consideradas adúlteras tinham como castigo a ablação do nariz. Foi necessária a idealização de uma técnica que reconstruísse esta parte do rosto através de tecidos retirados da testa, sendo este um dos primeiros procedimentos estéticos e reparadores de que se tem notícia. O enfoque atual na cirurgia plástica moderna se encontra na colocação de próteses de silicone em seios, glúteos e pernas, seguido pela lipoaspiração, que é a segunda cirurgia mais realizada em nosso país. Não posso deixar de mencionar que o enfoque da cirurgia plástica contemporânea é a obtenção de um resultado o mais natural possível, evitando a estigmatização do paciente operado.

 

 

 







UAU - Botox ou mini intervenções?

LR: Ambas são válidas, mas as indicações devem ser bem avaliadas em conjunto com o cliente, pois os resultados podem não atender as expectativas do mesmo. A grande vantagem desses procedimentos minimamente invasivos é que em alguns casos a necessidade de uma cirurgia maior, seja adiada.

 

UAU - Qual o tempo de internação para uma intervenção?

LR: Cada vez mais internamos por menos tempo os pacientes. O tipo de cirurgia e o porte da mesma definirão o tempo de internação, que costuma variar de 12 a 48 horas.

 

UAU -Toda intervenção exige anestesia geral ou vc tb faz com local?

LR: Na maioria das cirurgias utilizamos a sedação com infiltração anestésica local. Nos casos de mama, abdome, lipoaspiração, implantes glúteos e de panturrilhas utilizamos o bloqueio peridural. A anestesia geral fica reservada para casos específicos, como grandes traumatismos, grandes reconstruções e em pacientes que manifestem o desejo de só serem operados por esta anestesia.

 

UAU - Qual sua especialidade, ou qual a maior incidência de solicitação em seu consultório: lipo? Rosto? Peitos? Pálpebras?

LR: Na minha clínica, como disse anteriormente, a inclusão de próteses nos seios, seguida por lipoaspiração das diversas partes do corpo são as mais solicitadas. No entanto, o rejuvenescimento facial (lifting facial), rinoplastia (cirurgia de nariz), pálpebras e cirurgia de correção das orelhas em abano são também bem frequentes. Atualmente tem havido uma grande procura pela cirurgia íntima, que aborda a estética da genitália feminina.

 

UAU Existe algum seguro saúde que cobre algum tipo de cirurgia plástica?

LR: Os seguros de saúde cobrem apenas cirurgias reparadoras.

 

UAU - Mão leve (e eu sou testemunha da sua!) e noção de estética são pré-requisitos para bons cirurgiões?

LR: A habilidade manual e o senso estético são fundamentais para que exerçamos a arte da cirurgia. Na cirurgia plástica estes atributos são mandatórios.

 

UAU Hoje o conceito de metrosexual é corrente; vc tb atende homens?

LR: Sempre, a meu ver, houve uma preocupação grande com a beleza masculina; entretanto, os homens evitavam expor as suas necessidades estéticas com medo de serem rotulados como efeminados. Esta preocupação ainda existe, mas numa escala desprezível. Em minha clínica o número de pacientes masculinos atendidos tem aumentado em torno de trinta por cento a cada ano, mas as mulheres continuam sendo as que mais me procuram.


O Dr. Luiz atende na Policlínica Botafogo, que você pode conhecer e acessar clicando aqui







última atualização: Segunda, 28 Dezembro 2015



   

Entrevistas

Poderosa, enérgica e doce

 

 

CapaBertone



Andrea Bertone, brasileira de São Paulo, é presidente da Duke Energy International, que opera a Geração Paranapanema no Brasil (GEPA3, GEPA4 na bolsa de valores). É uma mulher excepcional: comanda uma empresa que tem operações em vários países latinoamericanos, vive viajando pra cima e pra baixo e, ainda assim, cuida de sua vida pessoal e familiar como poucos e poucas executivas "de alta voltagem", que trabalham muito, conseguem.



Ela tem os dedos ligados na tomada 220V, é superativa, entrega-se inteiramente ao trabalho, mas quando está fora, o tempo é dela e de quem ela gosta. 



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 bonita, simpática, ativa e antenada

 

 

Leia abaixo entrevista que fizemos com ela e comprove que é possível:



UAU: Há quanto tempo você é presidente da Duke Energy International? 


AB - Estou há 11 anos na Duke Energy e há pouco mais de 3 anos na posição de presidente da DE International.

 


UAU: Metade da potência instalada que vocês têm na DEI é no Brasil. Isso faz do Brasil o país mais importante para vocês na empresa?


AB - Sim, atualmente o Brasil é o pais mais importante no portfolio da DEI.

 

 


UAU: As recentes mudanças que o governo Dilma introduziu no setor elétrico, visando baixar o custo da energia para consumidores e empresas, de algum modo afeta os planos de vocês para o futuro no Brasil? 


AB - As mudancas ainda são muito recentes e devem ser regulamentadas. Vamos seguir de perto o progresso da nova regulamentação e os efeitos que eventualmente possam ter sobre nossas operações.




UAU: Na Duke, há muitas mulheres trabalhando? E, muitas delas, como você, em cargos diretivos, ou você é exceção? 


AB - O número de mulheres em cargos importantes na Duke aumentou consideravelmente desde que eu comecei a trabalhar na empresa, em 2001. Hoje em dia o cargo de diretor financeiro (CFO) na Duke Corp é ocupado por uma mulher, e tem outras mulheres em cargos de destaque nos EUA. Na DEI, a minha número 2 é mulher e recentemente promovi uma mulher ao cargo de Relações Públicas e Relações Governamentais, e outra ao cargo de presidente de nossas operações na Argentina e no Chile. Também vejo muitas mulheres na linha de sucessão, o que não ocorria no passado.

 



UAU: Qual o conselho que você pode dar para mulheres serem bem sucedidas como executivas?


AB - Para se bem sucedida a pessoa tem que focar na qualidade do trabalho que faz e fazê-lo com ética e respeito por quem está em volta. Independente de ser homem ou mulher, o importante é não gastar energia com as rivalidades, guerras políticas e fofocas. O profissional que é sólido, ético, sempre vai encontrar um lugar de destaque. É só ter flexibilidade e perseverança.

 



UAU: Você é bonita, elegante, bem sucedida - dá pra ser isso tudo e ainda por cima uma boa dona de casa?


AB - Para ser uma boa dona de casa é preciso gostar da coisa. Eu adoro a minha casa, adoro cozinhar e ter tudo em ordem, então coloco energia nesse setor. Mas, como no trabalho, é preciso ter uma boa equipe de apoio.

 



UAU: Você se preocupa muito com você mesma? Quer dizer, em termos de ginástica, botox, dieta, jóias etc?


AB -  Sim. Faço ginástica quase todos os dias e muito Pilates. Tento ter disciplina porque me ajuda a ficar equilibrada. Gosto de me vestir bem e sou louca por jóias. As visitas a dermatologistas têm sido esporádicas, mas sou a favor de usar a tecnologia para combater os efeitos da idade, desde que seja com bom gosto e sem exagero.

 

 



UAU - Trabalhando em um cargo tão importante e que lhe demanda tanto tempo e energia, você consegue dividir bem o tempo entre empresa e marido?


AB - Dividir o tempo é um dos maiores desafios para a mulher que trabalha. Eu faço questão de preservar minha vida pessoal. Dedico muita energia e tempo ao trabalho. Mas, por outro lado, tiro férias só com o marido duas vezes por ano e durante as férias delego tudo o que é possivel e só checo emails uma vez por dia. Em casa o blackberry e o celular nunca vão para o quarto; quando estou em casa minha prioridade é o marido, a casa, as nossas coisas. Só trabalho no fim de semana se o mundo estiver caindo e se o assunto efetivamente não puder esperar até segunda feira; e sou beeem religiosa com o Pilates. 


 

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com o marido e companheirão, Robert George




UAU: Que conselhos você daria para uma mulher tentar ser "perfeita"?


AB - Perfeita não dá pra ser. Mas a minha perfeição é ser uma pessoa feliz com a minha vida pessoal e profissional. Meu conselho é procurar sempre manter o equilíbrio. Esquecer tudo para ser bem sucedida no trabalho é um erro gigantesco. A vida passa rápido e no fundo o mais importante é estar de bem com ela e com as pessoas mais próximas e queridas. O sucesso profissional pode chegar por vias indiretas; é importante que a pessoa tenha flexibilidade. Eu fico horrorizada quando vejo alguém de 25 anos dizer que quer ser diretor de banco ou presidente de empresa. Essa "determinação" fecha tantas portas... O importante é saber aproveitar as oportunidades que aparecem, com a mente aberta e muita, muita perseverança. Mas acima de tudo, aproveitar o percurso, cuidar se si mesma e ser feliz.



UAU: Não é uma pessoa maravilhosa esta Andrea? Merece seu sucesso!

 

 





última atualização: Segunda, 15 Outubro 2012



   

Entrevistas

Mais que paisagismo

 

CapaRenata 

 

 

 

 

 

 

Da "sem teto" Renata, em definição dela mesma, sobre seu trabalho: Renata Tilli é paisagista e atua em áreas externas.


Ela se autodefine artista: - constrói a paisagem, faz ambientação, dá atmosfera, se preocupa com aconchego.


Renata diz: "não tenho exatamente um estilo, tenho personalidade em meu trabalho." 


Descobrimos nesta entrevista que, além de talentosa artista-paisagista, ela é uma palestrante que fascina.



Uau: Como você começou sua carreira, Renata? 


Já venho de família que atua no ramo. Meu avô fundou o segundo mais antigo viveiro de plantas do Brasil, viveiro este que meu pai, aos 86 anos, ainda dirige - e onde trabalha todos os dias! Há muitos anos fui chamada pelo renomado arquiteto Aurélio Martinez Flores, que me introduziu, assim meio que por acaso, no mundo "top" dos arquitetos. Hoje faço também trabalhos para vários arquitetos de renome, tanto em São Paulo como em outras cidades do Brasil.



Uau: Qual a formação de um paisagista? 


Um bom paisagista precisa conhecer volumetria e tecnicamente ter conhecimento de arquitetura, topografia, geologia, agronomia e botânica. 



Uau: Por quê?


Porque eles sabem, por exemplo, que num campo de golfe o solo tem de ser perfeitamente permeável, com uma camada de areia sob a grama. Que grama morre por excesso de umidade, já que apodrece a raiz. Que plantas morrem tanto por falta como por excesso de água - exatamente como nós. 



Uau: Plantas têm sentimento?


Somos todos seres vivos: nós, os animais, as plantas. Os animais respondem, as plantas vibram. Elas sentem. Jardim é mutável e exige observação diária, como um animal. A vibração das pessoas importa no desenvolvimento das plantas. O afeto é benéfico. 



Uau: Suas obras sugerem que você prefere os verdes às flores. Tem algum motivo?


Gosto de flores. No entanto, os verdes são mais práticos, tem menor custo de manutenção e maior longevidade.



Uau: Burle Marx ou jardim japonês? 


Ambos. Eu observo tudo que vejo, inclusive o trabalho alheio. Não só Burle Marx como Piti Navajas, maravilhosa paisagista argentina ou João Ferreira Nunes, paisagista português que é um deslumbre, e muitos outros.

 



Uau: Água é fundamental no paisagismo? 


Sim. Os orientais e os mouros têm este elemento como cultura arraigada, que nos legaram. Água pode ser tanto um calmante, como pode incomodar. É preciso ter equilíbrio (como em tudo na vida).



Uau: Em Tóquio há hoje muitos prédios com jardins suspensos. É charme ou necessidade?


O homem tem a necessidade do contato com a natureza. Porque antes, onde tinha árvore, hoje tem asfalto.



Uau: Fala-se muito em bambu. O que você tem a dizer?


Capim e bambu, que são gramíneas, quanto mais se corta, mais se desenvolvem. O bambu é a madeira do futuro. Na China existem florestas de bambu de mais de 1.000 anos, na Colômbia há mais de 400. 



Uau: Como você cobra por seu trabalho? 


Pelo grau de dificuldade, não pelo tamanho.




em plena São Paulo,  Renata Tilli e seus sócios Vera Oliveira e Lucas Pusch  fizeram de seu escritório uma "floresta"



árvores frutíferas no jardim do escritório e nos projetos de Renata...



 
 ...que garantem o colorido dos jardins



 
 Renata me mostra o lago de águas límpidas, com peixes, que executa também em seus projetos e...



 
 ...que tem a supervisão da agrônoma Estelle Dugachard



 
como Renata preza tudo que é natural, tem sua própria horta



 
 Renata Tilli e Vera Oliveira



 
 dia em que troquei os km de congestionamento por uma prazerosa manhã no verde. Obrigada, Renata




Veja também algumas fotos de obras de Renata Tilli, clicando aqui.



Renata Tilli

Rua Antonio de Macedo Soares, 570 - São Paulo

Tel: 55 11 5095-3300 

 

 

 

 

 

última atualização: Quarta, 3 Outubro 2012



   

Entrevistas

Uma mulher de visão: Sonia Hess de Souza

Em 2015, Sonia Regina Hess de Souza passou a integrar o Conselho de Administração do grupo que comprou sua marca; e continua brilhando...

 

CapaSonia

 

 

 

Ex-presidente da maior fábrica de camisas de qualidade no Brasil, presidente do LIDEM (grupo de mulheres líderes empresariais) é uma mulher que considero completa: executiva, eficiente, mulher, mãe, avó, família, bem humorada, feliz, vaidosa, corajosa, de muitos amigos e muitas outras qualidades que podemos invejar, no bom sentido.



sou amiga e grande admiradora



Como ela organiza seu tempo, o que fez para chegar lá? Uma boa conversa, com almoço incluso, nos dá conta de um pouco de sua história. Propus entrevista de meia hora, que acabou se estendendo por mais tempo - Sonia tem a capacidade de tratar de vários assuntos ao mesmo tempo, o que me 'entrega' sua eficiência.



Uau: Qual a origem da Dudalina?


SHS: A empresa foi fundada por meus pais, "seu" Duda (emoção) e "dona" Adelina (razão), por um acaso: em seu armazém de Secos&Molhados receberam, certa vez, tecidos não encomendados, a encomenda veio "a maior". Em razão da dificuldade, à época, de fazer devoluções, dona Adelina transformou aquele tecido em... em... camisas!



Uau: Qual é a linha condutora de sua gestão?


SHS: Em primeiro lugar as pessoas e a perpetuação da empresa - não dou importância a dinheiro em si, mas a resultados, sou obcecada por resultados. Quando digo pessoas, me refiro tanto aos funcionários como a todos os que se relacionam com a Dudalina, desde fornecedores até a comunidade, ou comunidades com as quais interagimos.



Uau: Que tipo de mercados vocês atendem?


SHS: Nosso maior foco, até há pouco tempo, eram as "private labels", isto é, nós produzindo produtos para boas marcas. Com o tempo, percebemos que havia espaço para nossas próprias marcas, e com isso criamos as marcas Individual (há 25 anos), voltada mais para o homem casual, BASE (há 14 anos), jovem, masculino, uma marca essencialmente "jeanswear", e a própria marca DUDALINA, à qual agregamos recentemente a linha feminina, com o slogan "camisas para mulheres que decidem". Estamos investindo na mulher executiva, uma classe em franca ascensão.



Uau: A que você atribui este sucesso da camisaria feminina?


SHS: Desenvolvemos modelos especialmente para a mulher, um produto anatômico. Do tamanho 34 ao 50, com detalhes tipo "botão do seio". E lançamos novos modelos, novas estampas, novas cores - constantemente.



Uau: Tem novidades no feminino, além da camisa?


SHS: Sim, temos também calças para a mulher que não é tão jovem, você terá o "look" completo Dudalina. Tem também o "chemisier", vestido baseado na camisa. E polos de algodão PIMA, o algodão peruano que é talvez o melhor do mundo.



Uau: E as meninas?


SHS: Justamente, para suprir o look "mãe e filha", lançamos a linha "Petit", visando o futuro da marca Dudalina.



Uau: Tenho várias camisas com botões extraordinários. Isso faz parte do "look" Dudalina?


SHS: Sim, visamos sempre o "trade up" da marca, já que nossa qualidade já é um luxo em si. Somos o maior cliente de botões Swarovski no mundo!



Uau: Dê-nos uma visão geral sobre coleções, marca, faturamento...


SHS: São três coleções por ano no masculino, quatro no feminino, 150 modelos por marca a cada coleção, cinco fábricas no grupo, duas mil pessoas diretamente envolvidas, das quais aproximadamente 70% são mulheres. Em 2011 faturamos 270 milhões de reais e pretendemos chegar a 1 bilhão em 2014 - isso tudo com mais lojas próprias e continuando com nosso atendimento a multimarcas.



Uau: Essa sua ida direta ao varejo é de pouco tempo, não?


SHS: Sim, é algo novo. Em 2010 inauguramos a Dudalina 595, uma loja-conceito, em São Paulo, na Thomas Carvalhal, 595 - Paraíso. Encerramos 2011 com 50 lojas próprias, e pretendemos chegar a 75 em 2012. Isso, além das multimarcas, que são muito importantes para nós, e que não deixaremos de atender, ao contrário - estamos sempre buscando melhorar nosso relacionamento com o cliente varejista de multimarcas, que já é muito bom.



 
 em ritmo acelerado de inaugurações



Uau: E o marketing?


SHS: Investimos 4% do faturamento em marketing. Só em páginas de revistas são mais de mil por ano.



Uau: E você tem algo novíssimo para me contar?


SHS: Sim, estamos iniciando agora nossa internacionalização da marca. Em doze de setembro vamos inaugurar nossa loja Dudalina em Milão, no exigente mercado italiano.



Uau: Além de sua ousadia e coragem, você tem outra característica que gostaria de apontar, em sua personalidade?


SHS: Sou objetiva: quando tem problema, busco imediatamente a solução. A vida é simples.



Veja aqui outra entrevista concedida por Sonia à Globo News.







última atualização: Segunda, 28 Dezembro 2015



   

Entrevistas

Claudio Lottenberg




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o entrevistado com a filha da blogueira





Dr. Claudio Lottenberg, Presidente do Hospital Albert Einstein em São Paulo, oftalmologista (Clínica LottenEyes, no Morumbi, em São Paulo) é nossa estrela de hoje!


Claudio é um profissional de "tirar o chapéu": eu o conheci menino, recém formado. Irmão do meu endocrinologista, frequentador de nosso restaurante Spaghetti Music, em São Paulo, nos anos 90.

Almoçava rápido para não perder tempo. 

Ambicioso e inteligente, ainda jovem, chegou onde chegou!

Casado com Ida e com filhos gêmeos, lindos.

Continua um trabalhador incansável.

(E viva a disciplina...)

 

  

UAU: Dê-nos sugestões de rejuvenescimento ou cuidados para evitar problemas relacionados aos olhos.


CL: As pálpebras têm relação direta com a expressão, e consequentemente com a jovialidade.

 

Com a expectativa de vida aumentando, e com ela os cuidados com a aparência, cada vez mais as pessoas vão prestar atenção às pálpebras, que têm uma tendência de, com o tempo, perder a firmeza, acumular gordura e consequentemente acentuar a percepção de idade mais avançada.

 

Hoje há alternativas para minimizar este efeito:

 

* as tradicionais plásticas de pálpebra (blefaroplastia); 

 

 

 antes despues
                antes                               depois

 


* há uma tendência também de as pessoas usarem preenchimento dentro das próprias pálpebras (uso do restilane);

 

* outra opção é o uso da toxina butolínica, o Botox, que tem uma capacidade de relaxar a musculatura e eliminar determinadas linhas de tensão; consequentemente o tecido parece mais liso, desaparecem as rugas.

 

Algo novo em relação à pálpebra diz respeito aos cílios, porque as pessoas têm muita vaidade com o aspecto dos cílios, que podem tanto cair como ficar maios ralos.

 

Na realidade, existem hoje medicamentos que estimulam o crescimento do bulbo piloso; uma dessas substancias é o Latisse, que é uma droga nova, tradicionalmente usada para tratar de glaucoma, e com o tempo percebeu-se que tem uma ação de estímulo no bulbo piloso. Então, hoje se usa isso para reforçar o crescimento dos cílios.

 


UAU: Como e onde se faz a aplicação do Latisse?

 

CL: Latisse é como um colírio. Você usa em casa, sozinho. Sem efeito colateral.  

 

 

 

latisseollhos

 

 

 


UAU: A Giselle Bündchen, assim como você, tem a pálpebra caída, o que lhe dá um ar extraordinário.

 

CL: Uma coisa é a pálpebra caída, outra coisa é a pálpebra que perde a capacidade funcional.

 

A pálpebra caída normalmente é chamada de pitose e chama a atenção porque pode revelar determinados tipos de doenças neurológicas, que levam a pálpebra a cair. Se isto não é verdade, as pálpebras podem estar passando por um processo de envelhecimento: os músculos vão ficando mais fracos, eles podem correr o risco até de perder seus pontos de inserção e você pode ter uma mudança importante da dinâmica de funcionamento da “máquina palpebral” por conta do depósito de gordura e um tecido muito frouxo que acumula gordura.

 


UAU: Qual a melhor solução para eliminar, se possível, os óculos?

 

CL: Um dos maiores avanços da oftalmologia, para citar algo que tem impacto na qualidade de vida, é a cirurgia refrativa, feita para se livrar do uso dos óculos.

 

Esta cirurgia foi desenvolvida para tratar de MIOPIA. Hoje, cirurgia x lasers: você tem perspectiva de correção de ASTIGMATISMO e de HIPERMETROPIA e, dependendo da capacidade adaptativa das pessoas, consegue corrigir a PRESBIOPIA -- que é a baixa de visão para perto.

 

Certamente uma das maiores expectativas justamente é esta: porque a baixa de visão para perto inexoravelmente afeta tanto homens quanto mulheres.

 

No momento que você encontra alternativas para isso, de novo, considerando a expectativa de vida que está aumentando, você traz algo que vai incrementar muito a qualidade de vida das pessoas, porque vão dispensar o uso de óculos, algo que TODAS as pessoas passam a usar a partir de uma certa idade.

 

Talvez  o maior avanço em oftalmologia seja este: os lasers para tratar os vícios de refração. Ou seja, eliminar o uso dos óculos.

 


UAU: Todo mundo pode passar por este procedimento?

 

CL: Todo mundo pode ser avaliado pra isso. Logicamente você precisa ter condições mínimas.

 


UAU: “Aging” e oftalmologia, além do uso ou não dos óculos, qual a relação?

 

CL: Oftalmologia é muito interessante porque a questão do envelhecimento está mudando muito o perfil do oftalmologista. O médico oftalmologista de há 20, 30 anos era um médico prescritor de óculos. Hoje, mais de 50% das pessoas vão aos consultórios ou para se livrar dos óculos ou para tratar de doenças.

 

Hoje você tem métodos para tratar doenças retinianas que até há pouco tempo levava o indivíduo à cegueira. Agora você consegue retardar esta evolução.

 

Considerando que 20% da população com mais de 70 anos vai desenvolver degeneração macular relacionada à idade, o que antes era um caso de cegueira irreversível, hoje você consegue evitar que essas pessoas fiquem cegas.

 

O mesmo raciocínio vale em relação ao glaucoma. Que também é uma doença de cegueira irreversível e hoje você tem drogas tão potentes que evitam que o paciente desenvolva quadro de cegueira decorrente do glaucoma.

 

Tudo isso depende de

 

1) avaliação médica diferenciada

 

2) avaliação médica instrumentalizada. Você  precisa de tecnologia!

 

Talvez o grande desafio que se apresenta à nossa sociedade contemporânea seja o de encontrar uma perspectiva de um processo que seja sustentável; ou seja, que possa pagar por tudo isso. Porque se não as pessoas não vão ter recursos para utilizar todos estes avanços que a tecnologia permite.







última atualização: Sexta, 13 Julho 2012



   

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